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domingo, 31 de outubro de 2010

Haddad ouvirá teóricos sobre veto a Lobato

O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que vai ouvir opiniões de acadêmicos e educadores sobre o parecer do Conselho Nacional da Educação que caracteriza como racista o conteúdo da obra Caçadas de Pedrinho, de Monteiro Lobato, considerado um dos maiores escritores de literatura infantil do País.
Em deliberação, o conselho afirmou que o livro está em desacordo com a legislação do País e que deveria deixar de ser dado aos estudantes ou que isso seja feito com explicações sobre seu conteúdo. Para entrar em vigor, o parecer precisa ser homologado pelo ministro. "Não vou decidir no calor do momento", afirmou ele, ressaltando que é preciso pensar melhor sobre o tema.
A polêmica começou após Antonio Gomes da Costa Neto, servidor da Secretaria do Estado de Educação do Distrito Federal, ter encaminhando uma denúncia contra o uso do livro à Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. A pasta encaminhou a crítica ao conselho, que deu parecer contra o uso da obra, numa votação unânime.
Em relatório seguido de voto, a conselheira Nilma Lino Gomes concordou com as alegações encaminhadas pela denúncia. O livro, distribuído a escolas da rede no Distrito Federal e parte do programa de bibliotecas do Ministério da Educação, conta a história da caçada de uma onça por Pedrinho e a turma do Sítio do Picapau Amarelo, personagens criados por Lobato.
Para o denunciante, a publicação tem expressões de prática de racismo cultural, principalmente quando menciona Tia Nastácia, a empregada doméstica negra da história. Animais como urubu e macaco são citados no enredo e, para Costa Neto, reforçariam ainda mais os estereótipos relacionados ao negro e ao universo africano. Costa Neto citou um cuidado numa das edições da obra, em que há uma ressalva em relação à preservação do meio ambiente. Na nota, afirma-se que o livro chegou às livrarias em 1933, época em que não havia proteção a animais.
No voto, a conselheira pontua: "A despeito do importante caráter literário da obra de Monteiro Lobato, o qual não se pode negar, é necessário considerar que somos sujeitos da nossa própria época (...) responsáveis pelos desdobramentos e efeitos das opções e orientações políticas, pedagógicas e literárias no contexto que vivemos."
O conselheiro Cesar Callegari, que não esteve presente na sessão, afirmou que o conselho, ao ser provocado, sempre vota "baseado na legislação" e não em opiniões pessoais. Mesmo assim, Callegari fez algumas ressalvas à decisão. "Na minha opinião, nunca cabe censura."
Representantes do movimento negro no Brasil defendem parecer do conselho. "Nós, da Educafro, consideramos Monteiro Lobato um dos grandes escritores brasileiros. Ele escreveu em seu tempo, no seu contexto histórico", diz frei David, da ONG Educafro.
Ele faz associação ao movimento Ku Klux Kan, grupo racista que teve atuação forte no sul dos EUA na primeira metade do século 20. "Eles (Ku Klux Kan) faziam coisas que, naquele tempo, eram compreensíveis pela sociedade americana e hoje são questionadas", afirmou. Para o frei, a obra do escritor deveria ter rodapés em todas as páginas em que existam menções racistas. Isso deve ocorrer, cita ele, "em livros que não estejam em sintonia com o pensar de hoje".
O presidente da Afrobras, José Vicente, acha que "a literatura, qualquer que seja ela, numa escola, tem de ter finalidade didática". Para José Vicente, se há menção a racismo, mesmo num clássico, seu conteúdo deve ser revisto. "Acho que, ainda que seja Monteiro Lobato, deve ser motivo de reparo. O livro pode ser utilizado como material de alerta sobre o quanto mesmo Monteiro Lobato poderia ter reproduzido preconceitos de época." 

Luciano Coca/AE 

(Carolina Stanisci - O Estado de S.Paulo- http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101031/not_imp632431,0.php)

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sábado, 30 de outubro de 2010

CNE quer que Monteiro Lobato com trechos racistas tenha nova edição

Livro 'Caçadas de Pedrinho', de Monteiro Lobato, distribuído a escolas públicas no programa Biblioteca na EscolaO Conselho Nacional de Educação (CNE), órgão colegiado independente ligado ao Ministério da Educação (MEC), publicou nesta semana no Diário Oficial da União a súmula de um parecer a respeito do livro "Caçadas de Pedrinho", de Monteiro Lobato, e sobre obras em geral que contenham trechos considerados racistas e que são distribuídas em escolas públicas.

O parecer aponta assuntos tratados com preconceito no livro, como os negros e as religiões africanas, quando se refere à "personagem feminina e negra Tia Anastácia e as referências aos personagens animais tais como urubu, macaco e feras africanas". Em um trecho do livro, por exemplo, a personagem Emília (do Sítio do Pica-Pau Amarelo) diz: "É guerra, e guerra das boas. Não vai escapar ninguém - nem Tia Nastácia, que tem carne negra". A obra de Monteiro Lobato faz parte do acervo do Programa Nacional Biblioteca na Escola (PNBE) e é distribuída em escolas públicas de todo o país.O parecer afirma que o programa segue critérios estabelecidos pela Coordenação-Geral de Material Didático do MEC para a seleção de títulos, e um dos critérios é primar pela "ausência de preconceitos, estereótipos ou doutrinações". Sendo assim, o texto sugere que livros com teor semelhante não sejam selecionados no PNBE ou, caso sejam, a Coordenação-Geral de Material Didático e a Secretaria de Educação Básica do MEC deverão exigir da editora a inserção de uma "nota explicativa" com esclarecimentos ao leitor sobre a presença de estereótipos raciais na literatura.
"Esta providência deverá ser solicitada em relação ao livro Caçadas de Pedrinho e deverá ser extensiva a todas as obras literárias que se encontrem em situação semelhante". diz o documento, aprovado por unanimidade pela Câmara de Educação Básica do CNE.
Outro trecho do parecer afirma que o governo deve implementar política pública que busque "formar professores que sejam capazes de lidar pedagogicamente e criticamente" com "obras consideradas clássicas presentes na biblioteca das escolas que apresentem estereótipos raciais".
O G1 entrou em contato com a conselheira Nilma Lino Gomes, relatora do parecer. Por e-mail, ela confirmou que o intuito não é proibir obras como "Caçadas de Pedrinho" das escolas. "O parecer segue as recomendações e critérios do próprio MEC para análise das obras literárias a serem adotadas no PNBE", disse.
Nilma destacou o critério de primar pela ausência de preconceitos, estereótipos ou doutrinações, o que pode impedir que outras obras clássicas que tenham teor racista entrem em programas como o Biblioteca na Escola. "Recomenda-se que este princípio seja realmente seguido para análise de todas as obras do PNBE, quer sejam elas clássicas ou contemporâneas."
O texto do parecer ainda não foi homologado pelo Ministério da Educação. Ele segue agora para as mãos do ministro da Educação, Fernando Haddad, que irá analisá-lo e, se necessário, consultar secretarias do MEC e especialistas para colocar ou não em prática as ações indicadas no parecer. Segundo a assessoria do ministério, não há prazo para a decisão.

(Fábio Tito Do G1, em Brasília-http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2010/10/cne-quer-que-monteiro-lobato-com-trechos-racistas-tenha-nova-edicao.html)

Postado por: CAPed. 

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

SUA POSTURA AO ENSINAR AFETA DIRETAMENTE A TURMA

Todo professor é avaliado a cada minuto por sua turma: tanto pode ser considerado um exemplo a seguir como ser taxado de incompreensível, volúvel, de comportamento estranho. Quando é visto como um modelo positivo, geralmente é porque age com coerência. "O discurso, quando colocado em prática, leva à confiança e à valorização da justiça, do respeito e da moral", explica Yves de La Taille, do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP). Essa maneira de ser é posta à prova diariamente ao solucionar conflitos. É a hora em que os estudantes notam atentamente as reações do adulto. "A garotada aprende com a forma de seus professores lidarem com as contrariedades que aparecem na sala de aula e replica esses comportamentos", afirma Andréa Pólo, psicopedagoga e autora de materiais didáticos.
Outra maneira de garantir que os alunos captem a mensagem que está sendo passada é explicar um conteúdo agindo em consonância com ele. Suzana Moreira, coordenadora pedagógica da Escola Projeto Vida, se lembra de um professor que começou a recolher bolinhas de papel pelo chão enquanto falava sobre desperdício. No fim da aula, os estudantes estavam ajudando a catar o que tinha restado. "A autoridade e a confiança dependem de conquistas diárias como essa. Daí a importância do bom exemplo", ressalta.

Mas nem sempre é fácil agir conforme o que é certo. E os jovens percebem esses deslizes. Pesquisa realizada por Helena Imanishi, do Instituto de Psicologia da USP, com 520 estudantes do Ensino Médio, mostra que 48% confiam pouco nas pessoas experientes, como professores.


Para evitar que você faça parte de um grupo que causa desconfiança, reflita e repense seu discurso. Errou? Procure mudar sua prática. Tenha claro que seu papel como líder de um grupo é ser compreensivo e respeitoso e que o ambiente de trabalho requer um comportamento exemplar. A seguir, leia algumas situações que podem acontecer em sala e como elas têm efeito na formação dos alunos.

Ilustração: Giba Valadares

1. Não cumprir regras

Casos condenáveis Criticar a ilegalidade, mas comprar filmes piratas. Cobrar pontualidade dos alunos e se atrasar para começar as aulas.
Impacto para a criança Falar uma coisa e fazer outra pode levar os alunos a não distinguir o certo do errado e fazer com que se perca o parâmetro. Outra possível consequência é deixar, para os estudantes, a noção autoritária de que as regras valem só para algumas pessoas.

2. Exagerar na dose

Casos condenáveis Ameaçar chamar a polícia para localizar objetos que desapareceram em classe, expor diante de todos aqueles alunos com dificuldade na aprendizagem, pedir que alguém delate um colega.
Impacto para a criança Além de consagrar a ameaça como um meio para obter a verdade, chamar a polícia para tratar de um problema interno da escola é tratar os alunos como bandidos. Em vez de culpar toda a turma pelo desaparecimento do objeto, você pode colocar o problema para ser resolvido por todos e estimular a criança lesada a expor o que sentiu na situação. Dessa maneira, o responsável pelo ocorrido pode, no anonimato, devolver o pertence. Já o que tem suas dificuldades expostas diante da turma ou precisa delatar o culpado por alguma falta pode passar a agir com desrespeito dentro e fora da escola.

Ilustração: Giba Valadares

3. Vacilar no compromisso

Casos condenáveis Perder avaliações e trabalhos feitos pelos alunos, atender e falar ao telefone celular durante o horário das aulas.
Impacto para a criança No caso das provas, além de se sentirem desrespeitadas, as crianças que são vítimas recorrentes de desleixos como esse podem se tornar descrentes da seriedade do processo educacional ou da escola. Sobre o celular, a postura pode banalizar a falta de respeito e levar os estudantes ao costume de fazer coisas similares e não acharem justo quando repreendidos.

4. Partir para a humilhação

Casos condenáveis Gritar com os alunos, fazer comentários agressivos sobre outras pessoas, chamar um aluno por apelido grosseiro.
Impacto para a criança Além de ser desagradável para aqueles atingidos pelos berros ou pelas palavras do professor, a cena pode influenciar outros alunos a considerar as práticas aceitáveis e reproduzi-las. "Erroneamente, casos como esse, também essenciais para a formação moral dos discentes, são considerados como pouco relevantes pelas escolas e não ganham o espaço que deveriam nas discussões", critica Débora Rana, coordenadora pedagógica da Escola Projeto Vida e formadora do Instituto Avisa Lá.

Ilustração: Giba Valadares5. Deslizar no palavrório

Casos condenáveis Empregar termos impróprios e palavrões ao explicar o conteúdo com o intuito de conquistar ou se aproximar dos alunos.
Impacto para a criança Imitando o professor, os estudantes podem achar que é correto utilizar palavras chulas sem adequar seu vocabulário às diferentes ocasiões e interlocutores.


(Thiago Moreira - www.revistaescola.abril.com.br/formacao/formacao-continuada/faca-que-faco-cumprir-regras-compromisso-humilhacao-coerencia-atitudes-corretas-528912.shtml) 

(Postado por CAPed.) 

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Inclusão promove a justiça

Uma das maiores defensoras da educação inclusiva no Brasil, Maria Teresa Mantoan é crítica convicta das chamadas escolas especiais. Ironicamente, ela iniciou sua carreira como professora de educação especial e, como muitos, não achava possível educar alunos com deficiência em uma turma regular. A educadora mudou de idéia em 1989, durante uma viagem a Portugal. Lá, viu pela primeira vez uma experiência em inclusão bem-sucedida. "Passei o dia com um grupo de crianças que tinha um enorme carinho por um colega sem braços nem pernas", conta. No fim da aula, a professora da turma perguntou se Maria Teresa preferia que os alunos cantassem ou dançassem para agradecer a visita. Ela escolheu a segunda opção. "Na hora percebi a mancada. Como aquele menino dançaria?" Para sua surpresa, um dos garotos pegou o colega no colo e os outros ajudaram a amarrá-lo ao seu corpo. "E ele, então, dançou para mim." Na volta ao Brasil, Maria Teresa que desde 1988 é professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas deixou de se concentrar nas deficiências para ser uma estudiosa das diferenças. Com seus alunos, fundou o Laboratório de Estudos e Pesquisas em Ensino e Diversidade. Para ela, uma sociedade justa e que dê oportunidade para todos, sem qualquer tipo de discriminação, começa na escola.

Maria Teresa Eglér Mantoan. Foto: Caca Bratke
MARIA TERESA EGLÉR MANTOAN 
"Estar junto é se aglomerar com pessoas que não conhecemos.
Inclusão é estar com, é interagir com o outro". 
  Foto: Kaka Bratke
O que é inclusão?
É a nossa capacidade de entender e reconhecer o outro e, assim, ter o privilégio de conviver e compartilhar com pessoas diferentes de nós. A educação inclusiva acolhe todas as pessoas, sem exceção. É para o estudante com deficiência física, para os que têm comprometimento mental, para os superdotados, para todas as minorias e para a criança que é discriminada por qualquer outro motivo. Costumo dizer que estar junto é se aglomerar no cinema, no ônibus e até na sala de aula com pessoas que não conhecemos. Já inclusão é estar com, é interagir com o outro.

Que benefícios a inclusão traz a alunos e professores?

A escola tem que ser o reflexo da vida do lado de fora. O grande ganho, para todos, é viver a experiência da diferença. Se os estudantes não passam por isso na infância, mais tarde terão muita dificuldade de vencer os preconceitos. A inclusão possibilita aos que são discriminados pela deficiência, pela classe social ou pela cor que, por direito, ocupem o seu espaço na sociedade. Se isso não ocorrer, essas pessoas serão sempre dependentes e terão uma vida cidadã pela metade. Você não pode ter um lugar no mundo sem considerar o do outro, valorizando o que ele é e o que ele pode ser. Além disso, para nós, professores, o maior ganho está em garantir a todos o direito à educação.

O que faz uma escola ser inclusiva?

Em primeiro lugar, um bom projeto pedagógico, que começa pela reflexão. Diferentemente do que muitos possam pensar, inclusão é mais do que ter rampas e banheiros adaptados. A equipe da escola inclusiva deve discutir o motivo de tanta repetência e indisciplina, de os professores não darem conta do recado e de os pais não participarem. Um bom projeto valoriza a cultura, a história e as experiências anteriores da turma. As práticas pedagógicas também precisam ser revistas. Como as atividades são selecionadas e planejadas para que todos aprendam? Atualmente, muitas escolas diversificam o programa, mas esperam que no fim das contas todos tenham os mesmos resultados. Os alunos precisam de liberdade para aprender do seu modo, de acordo com as suas condições. E isso vale para os estudantes com deficiência ou não.

Como está a inclusão no Brasil hoje?

Estamos caminhando devagar. O maior problema é que as redes de ensino e as escolas não cumprem a lei. A nossa Constituição garante desde 1988 o acesso de todos ao Ensino Fundamental, sendo que alunos com necessidades especiais devem receber atendimento especializado preferencialmente na escola , que não substitui o ensino regular. Há outra questão, um movimento de resistência que tenta impedir a inclusão de caminhar: a força corporativa de instituições especializadas, principalmente em deficiência mental. Muita gente continua acreditando que o melhor é excluir, manter as crianças em escolas especiais, que dão ensino adaptado. Mas já avançamos. Hoje todo mundo sabe que elas têm o direito de ir para a escola regular. Estamos num processo de conscientização.

A escola precisa se adaptar para a inclusão?

Além de fazer adaptações físicas, a escola precisa oferecer atendimento educacional especializado paralelamente às aulas regulares, de preferência no mesmo local. Assim, uma criança cega, por exemplo, assiste às aulas com os colegas que enxergam e, no contraturno, treina mobilidade, locomoção, uso da linguagem braile e de instrumentos como o soroban, para fazer contas. Tudo isso ajuda na sua integração dentro e fora da escola. 

Quer saber mais?
Bibliografia
Direitos das pessoas com deficiência: garantia de igualdade na diversidade, Eugênia Augusta Fávero, 342 págs., Ed. WVA, tel. (21) 2493-7610, 40 reais

Inclusão Escolar: O que é? Por quê? Como fazer?, Maria Teresa Eglér Mantoan, 96 págs., Ed. Moderna
Ou acessem:
www.revistaescola.abril.com.br/inclusao
Fonte:www.revistaescola.abril.com.br
Postado por:CAPed.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

CONVERSA DE DOIS BEBÊS MODERNOS......UM POUCO DE HUMOR NESTE FDS =)

Conversa de dois bebês modernos



- E aí, véio?
- Beleza, cara?
- Ah, mais ou menos. Ando meio chateado com algumas coisas.
- Quer conversar sobre isso?
- É a minha mãe. Sei lá, ela anda falando umas coisas estranhas, me botando um terror, sabe?
- Como assim?
- Por exemplo: há alguns dias, antes de dormir, ela veio com um papo doido aí. Mandou eu dormir logo senão uma tal de Cuca ia vir me pegar. Mas eu nem sei quem é essa Cuca, pô. O que eu fiz pra essa mina querer me pegar? Você me conhece desde que eu nasci, já me viu mexer com alguém?
- Nunca.
- Pois é. Mas o pior veio depois. O papo doido continuou. Minha mãe disse que quando a tal da Cuca viesse, eu ia estar sozinho, porque meu pai tinha ido pra roça e minha mãe passear. Mas tipo, o que meu pai foi fazer na roça? E mais: como minha mãe foi passear se eu tava vendo ela ali na minha frente? Será que eu sou adotado, cara?
- Sabe a sua vizinha ali da casa amarela? Minha mãe diz que ela tem uma hortinha no fundo do quintal. Planta vários legumes.Será que sua mãe não quis dizer que seu pai deu um pulo por lá?
- Hummmm. pode ser. Mas o que será que ele foi fazer lá? VIXE! Será que meu pai tem um caso com a vizinha?
- Como assim, véio?
- Pô, ela deixou bem claro que a minha mãe tinha ido passear. Então ela não é minha mãe. Se meu pai foi na casa da vizinha, vai ver eles dois tão de caso. Ele passou lá, pegou ela e os dois foram passear. É isso, cara. Eu sou filho da vizinha. Só pode!
- Calma, maninho. Você tá nervoso e não pode tirar conclusões precipitadas.
- Sei lá. Por um lado pode até ser melhor assim, viu? Fiquei sabendo de umas coisas estranhas sobre a minha mãe.
- Tipo o quê?
- Ela me contou um dia desses que pegou um pau e atirou em um gato.Assim, do nada. Puta maldade, meu! Vê se isso é coisa que se faça com o bichano!
- Caramba! Mas por que ela fez isso?
- Pra matar o gato. Pura maldade mesmo. Mas parece que o gato não morreu.
- Ainda bem. Pô, sua mãe é perturbada, cara.
- E sabe a Francisca ali da esquina?
- A Dona Chica? Sei sim.
- Parece que ela tava junto na hora e não fez nada. Só ficou lá, paradona, admirada vendo o gato berrar de dor.
- Putz grila. Esses adultos às vezes fazem cada coisa que não dá pra entender.
- Pois é. Vai ver é até melhor ela não ser minha mãe, né? Ela me contou isso de boa, cantando, sabe? Como se estivesse feliz por ter feito essa selvageria. Um absurdo. E eu percebo também que ela não
gosta muito de mim. Esses dias ela ficou tentando me assustar, fazendo um monte de careta. Eu não achei legal, né. Aí ela começou a falar que ia chamar um boi com cara preta pra me levar embora.
- Nossa, véio. Com certeza ela não é sua mãe. Nunca que uma mãe ia fazer isso com o filho.
- Mas é ruim saber que o casamento deles é essa zona, né? Que meu pai sai com a vizinha e tal. Apesar de que eu acho que ele também leva uns chifres, sabe? Um dia ela me contou que lá no bosque do final da rua mora um cara, que eu imagino que deva ser muito bonitão, porque ela chama ele de ‘Anjo’. E ela disse que o tal do Anjo roubou o coração dela. Ela até falou um dia que se fosse a dona da rua, mandava colocar ladrilho em tudo, só pra ele pode passar desfilando e tal.
- Nossa, que casamento bagunçado esse. Era melhor separar logo.
- É. só sei que tô cansado desses papos doidos dela, sabe? Às vezes ela fala algumas coisas sem sentido nenhum. Ontem mesmo veio me falar que a vizinha cria perereca em gaiola, cara. Vê se pode Só tem louco nessa rua.
- Ixi, cara. Mas a vizinha não é sua mãe?
- Putz, é mesmo! Tô ferrado de qualquer jeito…



ISSO QUE É MODERNIDADE , POW!!! :p



(Fonte: www.rota83.com)
Postado por CAPed.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

MEC define regras para ingresso no ensino fundamental em 2011

Resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE) publicada nesta quinta-feira (21) no Diário Oficial da União define as regras para o ingresso de estudantes no ensino fundamental em 2011. O texto foi homologado pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, na segunda-feira (18).
As principais regras que existiam em 2010 foram mantidas. Uma nova definição para 2011 diz respeito ao ingresso na pré-escola. Pela resolução do CNE, para entrar nesse ciclo do ensino, a criança deve ter 4 anos ou completar a idade até 31 de março.
Com relação à entrada no ensino fundamental, o estudante deve ter 6 anos ou completar até 31 de março para poder ser matriculado no primeiro ano. Foi estendida por mais um ano a exceção para a matrícula de crianças que completem 6 anos até 31 de dezembro. Neste caso, elas precisam ter feito dois anos de pré-escola.
Até 2009, a 1ª série recebia alunos a partir dos sete anos. Lei federal determinou a antecipação da entrada dos estudantes a partir deste ano, com a entrada em vigor do ensino fundamental de nove anos.
Segundo o conselho, a ideia é evitar o ingresso precoce no ensino fundamental.
(Fonte: www.g1.globo.com)
Autor: CAPed

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Os desafios de ser professor no século XXI

Durante a aula de ontem , nossa professora nos levou este texto para lermos e através de uma redação expormos nossas ideias para depois fazermos um debate quanto a leitura... Agora é sua vez, lê aí e reflita no que é ser de fato um professor de verdade no século XXI...


O que é ser professor no século XXI? Essa é uma pergunta para a qual não há resposta fácil. Mas uma coisa é certa, o nosso tempo, caracterizado por mudanças constantes e velozes, traz desafios para o professor e o estimula a repensar continuamente sua prática. Esta foi a tônica das palestras realizadas na segunda mesa-redonda do segundo dia de debate do 4º Encontro Internacional RIO MÍDIA, que aconteceu no dia 28 de agosto, no Auditório da Casa do Comércio, no Rio de Janeiro.
Para Ana Smolka, professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), há um intenso debate que envolve uma diversidade de argumentos e de pontos de vista de como ver a interlocução do professor. Mas algumas questões são preponderantes, como as dimensões da produção de conhecimento, as suas condições de trabalho e vida, além das contradições de sua experiência individual, social e histórica.
Smolka diz que a rapidez das mudanças, no mundo de hoje, é quase sufocante e é preciso descobrir como lidar com o acúmulo de conhecimento. O professor do século XXI tem incorporada toda a produção intelectual dos séculos passados e seu desafio é se formar e transformar sua prática constantemente, levandodo professor na relação de ensino. “É importante pensar em como fazer a formação de professores diante destas questões que estão colocadas”, comentou.
A professora da Faculdade de Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Wania Clemente, acredita que o professor do século XXI está enraizado no presente dinâmico e no processo de constituição de conhecimentos e valores éticos, estéticos e políticos que emergem na realização da prática educativa, presencial ou à distância, a partir de interações recorrentes com o meio. Em sua opinião, o contexto midiatizado do século XXI impõe desafios aos educadores. “É preciso estar atento para refutar as visões simplistas que opõem as múltiplas linguagens à realidade escolar. Também se faz necessário estender e inventar a prática educativa, compreendendo o cruzamento e a aproximação de três vetores: tempo, espaço e velocidade. Por último, é preciso promover mudanças estruturais de ação-reação-ação”, ressaltou.
Neste contexto, afirmou, os diferentes setores da sociedade também têm responsabilidades, como mobilizar o poder público a promover ações concretas, ou seja, políticas públicas, tornando-se co-responsável. Também lhes cabe denunciar formas de controle, que utilizem as tecnologias para concentrar poder e conter a criatividade e a inventividade.
Para Wania, os professores deveriam ser estimulados a explorar as possibilidades de perturbação, transgressão e subversão das identidades existentes. “É preciso estimular, em matéria de identidade, o impensado e o arriscado, o inexplorado e o ambíguo, em vez do consensual e do assegurado, do conhecidodo assentado. Favorecer, enfim, toda experimentação que torne difícil o retorno do ‘eu’ e do ‘nós’ ao idêntico”, finalizou.
A diretora do Departamento de Mídia e Educação da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, Simone Monteiro, mostrou o resultado de uma pesquisa feita na rede de ensino do município sobre o que é ser professor no século XXI. Dos 201 entrevistados, 74% afirmaram que é um desafio e que é preciso estar aberto ao novo e ressignificar sempre a prática. Cinqüenta por cento afirmaram que ser professor neste século é saber lidar com as novas tecnologias, mídias e as diferentes linguagens do mundo atual.
O lado humano da prática docente também foi lembrado pelos pesquisados. Dez por cento disseram que é pensar no aluno, estar conectado com ele. Outros 9% disseram que é compreender o tempo atual e se relacionar com ele. Mais 3,5% comentaram que é gostar de contato com o ser humano, com as pessoas. Por último, 3% afirmaram que é preciso ter poderes sobrenaturais para lidar com as dificuldades de ser professor nos tempos atuais.
Simone ressaltou que o presente século traz questões que demandam novas atitudes por parte do docente. “A pesquisa mostra uma preocupação do professor em ser plural, dialogar com o novo, estar aberto às novas tecnologias e linguagens, mas sem perder as suas raízes, seus valores, sua vivência. Temos que pensar quais são nossos desafios frente à velocidade, às novas tecnologias, à fragmentação e à turbulência", finalizou.




(Texto de Fábio Aranha publicado no site www.multirio.rj.gov.br e extraído do site www.anj.org.br/jornaleeducacao)

Autor: CAPed.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Professores da Uniplac lançam livro na Anped

‘(Des) Construção da Universidade na Era do “Pós”’, ‘Educação e Cidadania no Neoliberalismo’ e ‘História da Educação e da Escola’ são os títulos das obras que compõem uma série de textos lançados na 33ª reunião anual da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped), iniciada neste domingo (17) em Caxambu, Minas Gerais. A primeira obra foi organizada pelos professores do Mestrado em Educação, Maria de Lourdes Pinto de Almeida e Victor Hugo Mendes. A segunda é uma parceria entre Maria de Lourdes e Lindomar Boneti e a terceira foi elaborada por Maria Lourdes e a professora Sonia Fernandes, ex-coordenadora do Mestrado em Educação da Uniplac.

Segundo Maria de Lourdes, organizadora da série, os textos buscam divulgar produções que tenham como foco a educação e discutam problemas nas mais diversas perspectivas de analise, desde políticas até a formação acadêmica, educação geral até metodologia do ensino, história da educação até propostas curriculares, enfim, temas relevantes ao ensino pesquisa e extensão.


(Fonte:Publicado em 18/10/2010 por Assessoria de Comunicação Social.
www.uniplac.net)

Jovens trocam experiências sobre a realidade de cada país

Montevidéu — Os estudantes participantes do Parlamento Juvenil do Mercosul levaram à capital do Uruguai documentos — um por país — com as propostas que elaboraram para a área da educação. Eles se dividiram em comissões para avaliar as ideias. Os 126 jovens, representantes dos seis países do Mercosul, estão reunidos desde sábado, 16, para debater o ensino médio na região.

Na opinião do estudante gaúcho Maicon Cruz, o debate, que se encerra nesta segunda-feira, 18, permitiu conhecer a realidade dos outros países. Na comissão da qual participou, foram discutidos temas como gestão participativa do ensino, educação profissional aliada à formal e políticas públicas de saúde nas escolas. “Há experiências interessantes em outros lugares”, constatou.

No domingo, 17, os estudantes tiveram o primeiro contato com membros do Parlamento do Sul (Parlasul). Durante o encontro, tiveram a oportunidade de tirar dúvidas sobre o funcionamento do Mercosul e expor opiniões. “Esses meninos e meninas devem servir de exemplo para os membros do Parlasul”, disse o deputado José Paulo Tóffano (PV-SP), representante brasileiro no Parlamento. Ele elogiou o empenho dos jovens: “Para obter êxito nas ações e projetos, é necessário ter entusiasmo”.

O parlamentar uruguaio Gustavo Penadés afirmou que o Parlamento Juvenil não se exaure nesse primeiro encontro. “É necessário que os jovens estabeleçam uma comissão de monitoramento, com representantes de cada país, para levar a agenda de trabalho adiante”, destacou.
(Fonte: www.portal.mec.gov.br)


(Autor: CAPed)

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

PARABÉNS PARA NÓS .... 15 DE OUTUBRO DIA DOS PROFESSORES!!!

Galera, estamos passando aqui rapidinho pois nosso tempo é curto..para parabenizar a todos os professores por este dia...ou seja parabéns para todos nós não é??? huahuahua ;) Segue abaixo um vídeo de Gabriel Perissé, muito bom mesmo, vale a pena ver...

QUANTO A ORIGEM...

A criação da data se deu em virtude de D. Pedro I, no ano de 1827, ter decretado que toda vila, cidade ou lugarejo do Brasil, criasse as primeiras escolas primárias do país, que foram chamadas de “Escolas de Primeiras Letras”, através do decreto federal 52.682/63.
Os conceitos trabalhados eram diferenciados de acordo com o sexo, sendo que os meninos aprendiam a ler, escrever, as quatro operações matemáticas e noções de geometria. Para as meninas, as disciplinas eram as mesmas, porém no lugar de geometria, entravam as prendas domésticas, como cozinhar, bordar e costurar.
A ideia de fazer do dia um feriado, surgiu em São Paulo, pelo professor Salomão Becker, onde o mesmo propôs uma reunião com toda a equipe da escola em que trabalhava para que fossem discutidos os problemas da profissão, planejamento das aulas, trocas de experiências, etc.
A reunião foi um sucesso e, por este motivo, outras escolas passaram a adotar a data, até que a mesma se tornou de grande importância para a estrutura escolar do país.
Anos depois, a data passou a ser um feriado nacional, oferencendo um dia para 'homenagens' a esses profissionais que trabalham de forma dedicada e por amor ao que fazem.

(www.brasilescola.com) 


Autor: CAPed. 10/2010

terça-feira, 12 de outubro de 2010

FERIADÃO... TUDÃO DE BOM!!!

No dia 12 de outubro, comemoram-se três datas, embora poucos lembrem-se de todas elas: Nossa Senhora Aparecida, padroeira oficial do Brasil, o Dia das Crianças e o Descobrimento da América. Nosso feriado nacional, no entanto, deve-se somente às duas primeiras datas, e, embora a devoção à santa remonte aos idos do século XVIII, só foi decretado em 1980. Mas não iremos nos deter a esta comemoração, iremos nos voltar ao 12 de outubro do dia das Crianças;

Nós como Pedagogas e Pedagogos convivemos todos os dias com estes pequeninos, nos deparamos com realidades diferenciadas; vemos em nosso cotidiano a vida de famílias de todas as classes e venhamos e convenhamos, sofremos com elas; Nossa função não é somente a de 'cuidar' ou de transmitir conhecimentos, como muitos com vozes de engodo espalham por aí... Temos uma 'missão' em nossas vidas, que é a de alentar, a de propiciar o desenvolvimento , a de mediar a criança com o mundo;

Nesta data, em que são comemoradas datas festivas e que o comércio lucra definitivamente muito com a compra de presentes de todos os genêros, nós propomos que façamos uma pequena reflexão; Vivemos em um mundo onde os lucros e o capital comandam, numa sociedade onde àqueles que não adentrão nos padrões modistas do capitalismo são excluídos e taxados como inferiores; onde as diferenças dignas dos seres humanos são tidas como desigualdades mortais... Estamos dividos em classes sociais, detentores de poder X submissos; Eis que levantamos a seguinte questão... Como é o 'Dia das Crianças ' para àqueles que habitam nos subúrbios; que dificilmente tem o que comer no na luta diária pela sobrevivência? Que trabalham e como assaláriados ganham baixos salários?

Não estamos julgando ninguém, pois não temos está função; Estamos aqui somente propiciando uma reflexão; Sim, nós não vivemos num mar de rosas, e também não necessitamos ficar vinte e quatro horas fazendo comparações do que temos e do os outros não têm; Mas é preciso termos um pensamento crítico referente ao mundo em que vivemos, pois somente desta maneira detectaremos os pontos falhos e nos moveremos para transformálos; Nada muda da noite para o dia, e é por isso que nós escrevemos isso aqui! Para fazer quem está lendo parar e pensar o que tem feito para mudar... e o que poderá fazer!

Nós como professores, temos o DEVER de professar a esperança, fazer nossos educandos tocar os céus... Mas não devemos nunca nos esquecer da realidade de que fazemos parte, e que cabe a nós educadores e também a toda sociedade se mobilizar para construirmos um futuro melhor!!!

fica a dica de um vídeo no you tube.. já avisando é forte:



















Ótimo feriadão a todos vocês ;)



Autor: CAPed.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Quem somos nós???



Antes de tudo, gostaríamos de nos apresentar. Somos a gestão ‘Fênix’, e estamos representando a todos os estudantes do curso de Pedagogia Uniplac; O motivo de carregarmos este nome se dá pelo fato de estarmos fazendo 'renascer' das cinzas  ou melhor dizendo reativando este espaço tão necessário à comunidade estudantil de nossa  Universidade.

Soubemos que podiamos nos candidatar por meio de uma palestra promovida pelo 8º Semestre e sem demora nos mobilizamos; Não tivemos concorrentes, porém foram feitas eleições ( entre Sim X Não) para que fossemos empossadas para somente assim assumirmos o nosso cargo. 

Queremos além de tudo fortalecer a identidade de nosso curso, valorizando diferentes ideias e conhecimentos, nos unindo e nos fortalecendo, pois necessitamos de todos para realmente se efetivar o verdadeiro desenvolvimento, que é promovido pelo diálogo e pela valorização das potencialidades de cada um.
Buscaremos sem cessar a movimentação e a interação, entre todos os educandos e educadores, aliando forças para a promoção de conhecimetos, direitos e identidade não fragmentados. 
Quer entrar em contato com o C.A de Pedagogia???

Fica a vontade para comparecer no nosso espaço fisíco, localizado no segundo Bloco; 
Ou então envia um E-mail para:
C.A_pedagogia@hotmail.com.br

Aguardamos sugestões e contamos com todos vocês!

"A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo."
  Nelson Mandela

( Frase extraída do site: www.pensador.info)


Autor: Adriana Lehmann-  Presidente do C.A De Pedagogia


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