A cidade de Porto Alegre está completando 239 anos nessa data de 26 de março de 2011... Abaixo segue uma breve história desta cidade repleta de histórias, fatos e feitos!
Pelo Tratado de Tordesilhas de 1494, o limite sul das terras portuguesas nas Américas terminava onde hoje é a cidade de Laguna. O Rio Grande do Sul pertencia à Coroa Espanhola que, através dos jesuítas, ocupava a região ainda hoje conhecida como das Missões. De 1580 a 1640, Portugal e todo seu Império submeteram-se à dominação espanhola e, conseqüentemente, caíram por terra os limites demarcados em 1494. Os portugueses, em 1680, fundam a Colônia de Sacramento, hoje cidade de Colônia, no Uruguai. O litoral do Rio Grande do Sul passou, a partir daí, a ser intensamente percorrido em função da garantia da posse, ocupação, colonização e povoamento da Colônia de Sacramento. Portugal não se interessava por esse continente e a Espanha marcava sua presença apenas através dos jesuítas, numa área limitada. Esse fato possibilitou a alguns portugueses ocuparem terras que eram consideradas sem dono e, quando em 1640, Portugal readquire sua soberania, no Rio Grande do Sul já proliferavam as estâncias dos súditos da Coroa Portuguesa. Ao norte da Lagoa dos Patos e a leste da desembocadura do Rio Jacuí, bem na frente do estuário do Guaíba, novas estâncias eram implementadas, formando os campos de Viamão e os campos de Tramandaí. Os de Viamão atraíram maior número de pessoas devido, em primeiro lugar, ao belo panorama que se estendia a longas distâncias planas e horizontes longínquos. Em segundo lugar, pelas grandes bacias ribeirinhas que desembocavam no Rio Jacuí, que representava o caminho para a penetração ao interior e que era, na sua desembocadura, enriquecido por uma série de ilhas com abundante vegetação e, por último, pela existência entre o sítio e a Serra dos Tapes, de uma grande massa líquida que se alargava na Lagoa dos Patos: o Guaíba.
Mesmo com as vantagens oferecidas pelo Guaíba na variedade de redes navegáveis,os primeiros sesmeiros que ocuparam as terras mais próximas desse rio se aproximaram mais de Viamão. Foi o que aconteceu com os três primeiros proprietários de terras que abrangiam o que viria a ser Porto Alegre. Estas terras foram ocupadas, em 1732, por sesmarias concedidas a Sebastião Francisco Chaves, a Jerônimo de Ornellas Menezes Vasconcellos e a Dionysio Rodrigues Mendes. Eram três estâncias que ocupavam, cada uma delas, áreas equivalentes a mais de 13 mil hectares. Essas estâncias se estendiam, de norte a sul, desde o Rio Gravataí até o Arroio do Salso, tendo como limite ocidental o Rio Guaíba. As sesmarias de Jerônimo de Ornellas e Sebastião Chaves eram divididas pelo Arroio Dilúvio, que já teve nomes diferentes em cada trecho: do Sabão, do Dilúvio, da Azenha, do Riacho e, finalmente, do Riachinho, ao se aproximar do rio. As terras de Sebastião Chaves e as de Dionysio Mendes possuíam como limite o Arroio Cavalhada. A estância de Sant’ana, pertencente a Jerônimo de Ornellas, foi erigida nos altos do morro cujo nome permaneceu até nossos dias: Morro Santana, e sua extensão abrangia uma área que terminava na ponta da península conhecida mais tarde por Ponta do Arsenal, Ponta da Cadeia ou ainda Ponta do Gasômetro. Essa região, muito importante por possuir um porto onde eram embarcadas mercadorias especialmente para Rio Pardo, e por estar inserida na propriedade de Jerônimo de Ornellas, levou os nomes de Sítio de Dornelles e Porto do Dornelles. Posteriormente recebeu os nomes de Porto de Viamão, Porto de São Francisco dos Casais, (metade em homenagem ao orago da capelinha levantada pelos açorianos e metade aos corajosos casais que aqui permaneceram na vã esperança de seguirem o seu destino que seria Rio Pardo) e, finalmente, o colorido porto que recebeu o nome de Porto Alegre. Quando, em 1740, Jerônimo de Ornellas recebeu da Coroa Portuguesa a concessão provisória de sesmaria nos campos de Viamão, ele não tinha a intenção de criar ali um núcleo de povoamento, mas sim apreender o gado encontrado solto e reproduzi-lo para comércio na região das Minas Gerais ou no exterior, através do contrabando. A partir de 1744, quando em 7 de dezembro recebeu por Carta Régia a confirmação de posse das terras já ocupadas, Jerônimo de Ornellas intensificou sua criação de gado e, mais tarde, sentiu-se prejudicado com a ocupação, pelos açorianos, da Ponta da Península, vendendo-as a Ignácio Francisco. Esta foi a primeira área que sofreu desapropriação para a marcação das áreas agrícolas e ruas da hoje Porto Alegre. Em 1752, proclamações em editais foram espalhadas por São Paulo e Santa Catarina, conclamando os açorianos ali alojados a se deslocarem para o sul. Gomes Freire de Andrade, representando a Coroa Portuguesa, emite ordem para que dos 200 açorianos que se apresentaram para a viagem, oitenta ficassem no sítio de Viamão com a finalidade específica de construírem canoas para o transporte às Missões e a exploração do Rio Jacuí. A importância do rio para os moradores de Porto Alegre manifestou-se desde início da ocupação. Representou o direito de permanência em suas margens, a solução para garantir a sobrevivência através da pesca e construção de barcos e, finalmente, oportunizou o alargamento do universo conhecido quando da chegada, não só pelo contato com outros núcleos populacionais, como também pelo acesso a outras vias fluviais que o Guaíba dava e ainda dá acesso. Fica fácil, portanto, entender porque foi ali que começou o povoamento e dali partiu a planificação urbana e demarcação de Porto Alegre. O primeiro logradouro construído foi o cemitério, na beira do Guaíba e nas proximidades da Praça da Harmonia que, em seguida, foi transferido para o Morro da Praia, atual Praça Marechal Deodoro ou, como é mais conhecida, Praça da Matriz. Em 1798, foi levantada uma capelinha de barro, coberta por palhas, cujo orago era São Francisco das Chagas, que se localizava na Rua dos Andradas onde funcionou o Cine Guarany. O aumento de interesse pela região oportunizou a construção de alguns estaleiros que trouxeram consigo um crescimento populacional.
A paisagem foi se modificando e houve a necessidade de se proceder oficialmente a distribuição de datas (áreas agropecuárias) para a população, bem como traçar ruas e caminhos, delimitando, assim, o povoado que se expandia desordenadamente. A importância estratégica do Guaíba e de sua “esquina” tornaram imprescindível a mudança da administração do continente para Porto Alegre e, assim, em 26 de Março de 1772, foi criada a Freguesia de São Francisco de Porto dos Casais, com jurisdição própria e separada da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Viamão. Isso significava a criação dos primeiros serviços públicos, uma vez que seus habitantes não precisariam deslocar-se até Viamão para realizar os registros de nascimentos, casamentos e óbitos. Eles eram agora porto-alegrenses, nome popular dado ao movimentado porto e a sua gente e onde há vinte anos chegaram os primeiros açorianos vindos de Santa Catarina, atrás de um pedaço de terra que lhes garantissem viver dignamente.
Mesmo com as vantagens oferecidas pelo Guaíba na variedade de redes navegáveis,os primeiros sesmeiros que ocuparam as terras mais próximas desse rio se aproximaram mais de Viamão. Foi o que aconteceu com os três primeiros proprietários de terras que abrangiam o que viria a ser Porto Alegre. Estas terras foram ocupadas, em 1732, por sesmarias concedidas a Sebastião Francisco Chaves, a Jerônimo de Ornellas Menezes Vasconcellos e a Dionysio Rodrigues Mendes. Eram três estâncias que ocupavam, cada uma delas, áreas equivalentes a mais de 13 mil hectares. Essas estâncias se estendiam, de norte a sul, desde o Rio Gravataí até o Arroio do Salso, tendo como limite ocidental o Rio Guaíba. As sesmarias de Jerônimo de Ornellas e Sebastião Chaves eram divididas pelo Arroio Dilúvio, que já teve nomes diferentes em cada trecho: do Sabão, do Dilúvio, da Azenha, do Riacho e, finalmente, do Riachinho, ao se aproximar do rio. As terras de Sebastião Chaves e as de Dionysio Mendes possuíam como limite o Arroio Cavalhada. A estância de Sant’ana, pertencente a Jerônimo de Ornellas, foi erigida nos altos do morro cujo nome permaneceu até nossos dias: Morro Santana, e sua extensão abrangia uma área que terminava na ponta da península conhecida mais tarde por Ponta do Arsenal, Ponta da Cadeia ou ainda Ponta do Gasômetro. Essa região, muito importante por possuir um porto onde eram embarcadas mercadorias especialmente para Rio Pardo, e por estar inserida na propriedade de Jerônimo de Ornellas, levou os nomes de Sítio de Dornelles e Porto do Dornelles. Posteriormente recebeu os nomes de Porto de Viamão, Porto de São Francisco dos Casais, (metade em homenagem ao orago da capelinha levantada pelos açorianos e metade aos corajosos casais que aqui permaneceram na vã esperança de seguirem o seu destino que seria Rio Pardo) e, finalmente, o colorido porto que recebeu o nome de Porto Alegre. Quando, em 1740, Jerônimo de Ornellas recebeu da Coroa Portuguesa a concessão provisória de sesmaria nos campos de Viamão, ele não tinha a intenção de criar ali um núcleo de povoamento, mas sim apreender o gado encontrado solto e reproduzi-lo para comércio na região das Minas Gerais ou no exterior, através do contrabando. A partir de 1744, quando em 7 de dezembro recebeu por Carta Régia a confirmação de posse das terras já ocupadas, Jerônimo de Ornellas intensificou sua criação de gado e, mais tarde, sentiu-se prejudicado com a ocupação, pelos açorianos, da Ponta da Península, vendendo-as a Ignácio Francisco. Esta foi a primeira área que sofreu desapropriação para a marcação das áreas agrícolas e ruas da hoje Porto Alegre. Em 1752, proclamações em editais foram espalhadas por São Paulo e Santa Catarina, conclamando os açorianos ali alojados a se deslocarem para o sul. Gomes Freire de Andrade, representando a Coroa Portuguesa, emite ordem para que dos 200 açorianos que se apresentaram para a viagem, oitenta ficassem no sítio de Viamão com a finalidade específica de construírem canoas para o transporte às Missões e a exploração do Rio Jacuí. A importância do rio para os moradores de Porto Alegre manifestou-se desde início da ocupação. Representou o direito de permanência em suas margens, a solução para garantir a sobrevivência através da pesca e construção de barcos e, finalmente, oportunizou o alargamento do universo conhecido quando da chegada, não só pelo contato com outros núcleos populacionais, como também pelo acesso a outras vias fluviais que o Guaíba dava e ainda dá acesso. Fica fácil, portanto, entender porque foi ali que começou o povoamento e dali partiu a planificação urbana e demarcação de Porto Alegre. O primeiro logradouro construído foi o cemitério, na beira do Guaíba e nas proximidades da Praça da Harmonia que, em seguida, foi transferido para o Morro da Praia, atual Praça Marechal Deodoro ou, como é mais conhecida, Praça da Matriz. Em 1798, foi levantada uma capelinha de barro, coberta por palhas, cujo orago era São Francisco das Chagas, que se localizava na Rua dos Andradas onde funcionou o Cine Guarany. O aumento de interesse pela região oportunizou a construção de alguns estaleiros que trouxeram consigo um crescimento populacional.
A paisagem foi se modificando e houve a necessidade de se proceder oficialmente a distribuição de datas (áreas agropecuárias) para a população, bem como traçar ruas e caminhos, delimitando, assim, o povoado que se expandia desordenadamente. A importância estratégica do Guaíba e de sua “esquina” tornaram imprescindível a mudança da administração do continente para Porto Alegre e, assim, em 26 de Março de 1772, foi criada a Freguesia de São Francisco de Porto dos Casais, com jurisdição própria e separada da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Viamão. Isso significava a criação dos primeiros serviços públicos, uma vez que seus habitantes não precisariam deslocar-se até Viamão para realizar os registros de nascimentos, casamentos e óbitos. Eles eram agora porto-alegrenses, nome popular dado ao movimentado porto e a sua gente e onde há vinte anos chegaram os primeiros açorianos vindos de Santa Catarina, atrás de um pedaço de terra que lhes garantissem viver dignamente.
Em 1835, o Rio Grande do Sul mergulha em uma guerra de caráter libertário. Veteranos das campanhas das Guerras do Prata, aliados a Guarda Nacional e outros descontentes se organizam em uma milícia, que foi chamado posteriormente, Farroupilha. Porto Alegre se encontrava fortificada, mas isso não impediu que em 20 de setembro de 1835, esta fosse invadida pelas tropas rebeldes.
Os Imperiais retomaram a cidade em 1836 e, que a partir de então, sofreria três intermináveis cercos até o ano de 1838. Foi a resistência a esses cercos, que deram o título a cidade de "Mui Leal e Valorosa". Apesar do inchaço populacional daqueles tempos, a cidade só voltaria a crescer sua malha urbana após 1845. A guerra não impediu que três anos antes, o primeiro Mercado Público fosse construído, organizando o comércio nas áreas centrais.
São anos prósperos, época em que os primeiros imigrantes alemães e italianos desembarcam na capital, instalando restaurantes, pensões, pequenas manufaturas, olarias, alambiques e diversos estabelecimentos comerciais.
A Guerra do Paraguai (1865/70), transforma a capital gaúcha na cidade mais próxima do teatro de operações. A cidade recebe dinheiro do governo central, além de serviço telegráfico, novos estaleiros, quartéis, melhorias na área portuária, além da construção do primeiro andar do novo Mercado Público.
O fim da campanha do Paraguai faz o Império do Brasil mergulhar numa crise política - administrativa. O governo perdia lentamente o controle sobre as comunidades de escravos, e em 1884, o governo municipal liberta os cativos da cidade. Era a preparação para o advento da República em 1889.
Estes primeiros governos republicanos - que no Rio Grande do Sul seguiam a filosofia positivista de Augusto Comte - deixaram profundas marcas na capital gaúcha. Estes homens acreditavam numa sociedade comandada pela ditadura do presidencialismo, pelos homens íntegros e sábios. Grandes quantidades de prédios públicos são construídos nessa época, ornados com magnífica estatuária simbólica positivista. A preocupação desse grupo político com as benfeitorias e melhorias do espaço urbano vai transformar o antigo aspecto colonial da cidade. Existe uma enorme preocupação com o saneamento das áreas centrais. São destruídos os cortiços e os mal conservados prédios do centro. Durante as administrações republicanas(1889 a 1940), foram instalados na cidade a eletricidade, a iluminação pública, rede de esgotos, transporte elétrico, água encanada, as primeiras faculdades, hospitais, ambulância, a telefonia, industrias, o rádio desenvolvidos uma série de planos diretores, alguns dos quais implantados décadas depois, como o Plano Maciel de Melhorias de 1914, que seria viabilizado só nas décadas de 30 e 40.
A cidade a partir da década de 40 assume, definitivamente, seu caráter de centro administrativo, comercial, industrial e financeiro do estado. Os animais de carga, que dominavam o cenário urbano, são substituídos pelos modernos automóveis. São anos de ampliação das malhas viária da cidade. São abertas na cidades grandes avenidas, como a Farrapos, a Borges de Medeiros e a Salgado Filho. Outras são pavimentadas, como a Azenha e a João Pessoa.
A expansão do centro urbano, então, começava a se direcionar para as áreas sul e norte da península. Nas décadas de 60 e 70, grandes obras viárias são feitas na capital. São construídos os viadutos da Borges de Medeiros, da João Pessoa, o Ubirici, Tiradentes e Ildo Meneghetti. Essas obras melhoraram o fluxo de veículos na área densamente povoada da capital.
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| DADOS |
| Aniversário | 26 de março | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| Fundação | 26 de março de 1772 (238 anos) | ||||
| Gentílico | porto-alegrense | ||||
| Lema | "Leal e Valorosa Cidade de Porto Alegre" | ||||
| Localização | |||||
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| Unidade federativa | |
|---|---|
| Mesorregião | Metropolitana de Porto Alegre IBGE/2008 |
| Microrregião | Porto Alegre IBGE/2008 |
| Região metropolitana | Porto Alegre |
| Municípios limítrofes | Alvorada, Cachoeirinha, Canoas e Viamão. |
| Distância até a capital | 2 027 km |
| Características geográficas | |
| Área | 496,827 km² |
| População | 1 409 939 hab. Censo IBGE/2010 |
| Densidade | 2 837,89 hab./km² |
| Clima | subtropical Cfa |
| Fuso horário | UTC−3 |
| Indicadores | |
| IDH | 0,865 elevado PNUD/2000 |
| PIB | R$ 36 774 703,920 mil (BR: 7º) – IBGE/2008[6] |
| PIB per capita | R$ 25 712,62 IBGE/2008 |
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