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sábado, 12 de março de 2011

E A TERRA TREMEU!!!...E NOSSO PAÍS???...

Mais uma vez, a ciência é pega de surpresa. Não previu o abalo que destruiu a cidade de Kobe, no Japão e deixou milhares de mortos.

Desenho Esquemático - Formação Tsunamis

A Terra é quente por dentro porque, em parte, ainda guarda um pouco do calor criado durante o seu nascimento, há 4,5 bilhões de anos. Mas, principalmente, porque sua massa contém materiais radioativos. A radiação acumula-se no interior do planeta e mantém as rochas derretidas, fazendo balançar a frágil casca rígida sobre a qual erguem-se os continentes e os oceanos. É como nascem os terremotos. A ciência sabe disso, mas não sabe como preveni-los. Um dos motivos é a escala gigantesca desses fenômenos.
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjavn3AMh4pfg8IxXwEie-2uIdTsCmgOhGvpPHgdyOQiP-TBvKdb_6B3aH7fv0nzxO5vLzgr-R0470OJgl4CzlF_X-6mCs3PEvSOOhBZp2w8kFP09BRaiLsEr7-x5f77oObWuIQE8JSlDw/s1600/placas_tectonicas%5B1%5D.jpgO nome dessa casca é litosfera. Ela é fina e está toda rachada: é composta por cerca de 20 pedaços, chamados placas tectônicas. São formidáveis jangadas de pedra, flutuando sobre a massa interna. Quando dois pedaços dessa casca, resvalam um pouco, liberam de forma explosiva uma energia equivalente a milhares de bombas atômicas. As explosões são o motor dos terremotos.
Exemplos recentes dessa força foram o terremoto que arrasou Kobe no dia 17 de janeiro, matando cerca de 5 000 pessoas, aquele que destruiu Tangshan, na China, em 1976, deixando 240 000 mortes, o da Armênia em 1988, e também os terremotos violentíssimos do Japão, em 1992, e o da Bolívia em 1994, que não mataram porque atingiram regiões pouco habitadas .
Um dos passos importantes da ciência para conhecer os terremotos foi a construção da primeira “régua” para compará-los. Ela foi criada por Charles Richter (1900-1985), em 1935, e indica a quantidade de energia liberada em um terremoto. A escala começa pelos mais fracos já registrados. Por convenção, a eles foi atribuído o grau zero na força dos tremores. Depois, cada ponto indica um aumento de 30 vezes na liberação de energia. Indica também um aumento de dez vezes na magnitude do tremor.
A escala Richter não tem um limite superior, mas o mais violento terremoto já registrado mediu 9,2 graus e aconteceu no Japão, em 1992. A energia liberada em um terremoto desses equivaleria a uma bomba de hidrogênio de 20 000 megatons, um milhão de vezes mais poderosa da bomba de Nagasaki. O abalo de Kobe, no dia 17 de janeiro último, liberou 25 megatons. Tremores de 5 graus são considerados de leves a moderados, os de 6 graus, fortes, e os de mais de 7 graus, muito fortes.

A Terra treme...
Abalos que mataram muitos e destruíram cidades inteiras:

São Francisco, EUA

19 de abril de 1906

8,3 graus, 503 mortos


Loma Prieta, São Francisco, EUA

17 de outubro de 1989

6,9 graus, 62 mortos


Northridge, Los Angeles, EUA

17 de janeiro de 1994

6,7 graus, 61 mortos


Kobe, Japão

17 de janeiro de 1995

7,2 graus, 5 400 mortos



A ciência contra-ataca

Os satélites nos últimos anos revolucionaram o trabalho dos sismólogos. Depois que entraram em operação para valer, em 1989, os satélites localizadores GPS passaram a medir deslocamentos anuais das placas da ordem de milímetros, o que ajuda a estudar os tremores e medir seus efeitos.
Outro instrumento revolucionário foi o laser. Ele é utilizado no Centro de Pesquisas de Terremotos dos Estados Unidos para medir deslocamento de placas e o efeito de abalos em prédios.
O primeiro mapeamento de um tremor por radar, a partir de um satélite — o ERS-1 —, mostra quanto a terra se mexeu durante um terremoto em Landers, na Califórnia, no dia 28 de junho de 1992. 


Por que o Brasil tem poucos desastres naturais?


Estamos livres de uma série de desgraças como terremotos, vulcões e furacões por causa de fatores geológicos e climáticos. Catástrofes como sismos, vulcanismo e ondas gigantes estão ligadas aos movimentos na crosta da Terra. A gente nem percebe, mas sua superfície anda: ela está dividida em placas, que deslizam sobre o magma (rochas derretidas pelo calor) entre 1 e 20 centímetros por ano. Nos encontros dessas placas é que ocorre a maior parte dos terremotos e vulcões (veja infográfico).
“No Brasil não há limite de placas ativas: estamos em cima de uma grande placa”, afirma o geólogo Edson Farias Mello, da UFRJ. No entanto, alguns abalos sísmicos de baixa intensidade podem ser sentidos por aqui. “Eles são reflexo de terremotos ocorridos nos Andes ou de pequenos movimentos que nossa estrutura geológica ainda provoca. Estamos sobre zonas que já foram ativas entre 600 milhões e 800 milhões de anos atrás”, diz o geólogo Caetano Juliani, da USP.
A pouca ocorrência de ventos devastadores como furacões, tufões e ciclones é devida à baixa temperatura do mar – nossos mares dificilmente atingem os 26,5 graus necessários para a formação das piores tempestades. Furacões e tufões são a mesma coisa, só com nomes diferentes. Ciclones são diferentes nas condições de formação e, geralmente, são mais brandos. “Um furacão deve ter ventos superiores a 118 quilômetros por hora, mas há ciclones com ventos muito intensos”, diz a meteorologista Rosmeri da Rocha, da USP. O Catarina, por exemplo, que passou em março pelo sul do Brasil, tinha características tanto de ciclone quanto de furacão, segundo o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Ele é uma prova de que sempre pode dar zebra em nossa terra abençoada.

A terra em fúria

Movimento de placas causa maremotos, tremores e vulcões
1a. Tremor profundo
Os deslocamentos de placas tectônicas, quando ocorrem sob os oceanos, geram vibrações que agitam a água

1b. Surfe letal
As vibrações do tremor dão origem a ondas. São as chamadas tsunamis, palavra japonesa que significa “marés de terremoto

1c. Maré godzilla
À medida que o mar fica mais raso, a parte emersa da onda se torna mais alta. Há tsunamis que chegam a atingir 30 metros

2a. Terra quebrada
O tipo mais destrutivo de terremoto ocorre quando placas vizinhas se movem lateralmente, esbarrando uma na outra

2b. Poço do inferno
Esses movimentos literalmente abrem o chão ao meio e provocam o surgimento de fendas com milhares de metros de comprimento

3a. Buraco quente
Nos vulcões, uma placa bate em outra e mergulha para o fundo da Terra, onde as altas temperaturas transformam a rocha em magma

3b. Nasce uma montanha
Menos denso que a rocha sólida, o magma tende a subir para a superfície. Solidificado, ele forma a elevação do vulcão

3c. Esguicho de fogo
Uma vez formados, os vulcões permanecem ativos enquanto ocorrer o movimento das placas. Depois que é expelido da cratera, o magma passa a ser chamado de lava.


(Fonte:super.abril.com.br)






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